Varejistas de calçados afirmam que a indústria do setor tem aumentado preços em até 30% nas últimas semanas. Em resposta a essa alta que consideram “abusiva”, os lojistas ameaçam limitar compras e trocar fornecedores.
Os comerciantes argumentam que não conseguem repassar a alta de preços ao consumidor, cujo poder de compra está prejudicado pela pandemia. E pedem à indústria que absorva parte da alta de custos, para que o varejo não seja o único prejudicado.
Segundo a Ablac (Associação Brasileira de Lojistas de Artefatos e Calçados), o reajuste médio dos calçados nas últimas semanas tem sido de 10%, mas chega a 30% em produtos vindos de fabricantes dos polos calçadistas de Nova Serrana (MG) e São João Batista (SC).
Conforme a entidade, a alta de preços praticada pela indústria se deve ao aumento de custos e escassez de insumos como o PVC, utilizado na fabricação dos solados. Também a redução de mão de obra nas fábricas, devido às demissões e distanciamento social imposto pela pandemia, estaria contribuindo para atrasos nas entregas de pedidos aos lojistas.




