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Veja sinais para procurar um fonoaudiólogo infantil, segundo especialista da Unifran

Dificuldades para mastigar, respirar e baixa autoestima pode indicar a necessidade de procurar um fonoaudiólogo infantil

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É essencial que pais e responsáveis estejam atentos aos marcos de desenvolvimento das crianças. A falta de atenção aos atrasos motores, cognitivos, linguísticos e socioemocionais pode acarretar alterações significativas no desenvolvimento neuropsicomotor dos pequenos.

Este é o alerta de Nivea Maria Simaro Gomes, coordenadora do curso de Fonoaudiologia da Universidade de Franca (Unifran).

Para auxiliar neste aspecto, a especialista destaca os principais marcos de aprendizado e orienta sobre quando é necessário procurar um fonoaudiólogo infantil.

Nivea aponta os marcos relacionados à fala e linguagem:

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A especialista reforça a importância de observar o neurodesenvolvimento infantil em diversos aspectos: “Toda e qualquer alteração relacionada à comunicação e às estruturas orofaciais — envolvendo língua, lábios, bochechas, frênulo de língua, palato, arcada dentária e mordida — deve ser observada”.

Segundo ela, “na dúvida, os pais ou responsáveis devem procurar um fonoaudiólogo para que a criança passe por uma avaliação e, se necessário, inicie a intervenção terapêutica”.

Quais são os principais sinais de alerta?

a) – Dificuldades na alimentação: Recusa de determinados alimentos, seletividade alimentar, dificuldade para mastigar alimentos sólidos ou mais consistentes, e episódios de engasgos ao engolir.

b) – Respiração oral: Padrão de respiração pela boca, em vez do nariz, geralmente associado a alterações na musculatura orofacial, como flacidez e hipotonia dos músculos da boca e língua. Esse padrão pode causar baixo rendimento escolar e desatenção, já que a criança não dorme bem à noite e pode apresentar sonolência durante as aulas.

c) – Problemas de aprendizagem: Dificuldade para aprender novas habilidades ou conceitos, que podem estar associados ou não a transtornos do neurodesenvolvimento. Também podem ocorrer dificuldades relacionadas à leitura e escrita, como trocas de grafemas.

d) – Dificuldades sociais: Baixa interação com outras crianças ou adultos, sinalizando uma comunicação social pouco efetiva, o que pode gerar frustração e baixa autoestima.

Por que realizar a intervenção fonoaudiológica?

A especialista afirma que a avaliação e intervenção realizada de forma precoce pode gerar benefícios significativos, incluindo:

Melhoria na comunicação: Aumento da capacidade de comunicação e expressão com outras pessoas.

Melhoria nos resultados acadêmicos: Maior sucesso na escola e na aprendizagem, favorecendo o bem-estar e a adaptação ao ambiente escolar.

Melhoria na autoestima e confiança: Maior confiança e capacidade de lidar com desafios e frustrações.

Quais são os primeiros passos para os pais e responsáveis?

Caso sejam identificados os sinais de alerta mencionados, os primeiros passos recomendados pela fonoaudióloga são:

Consultar um pediatra: o médico pode avaliar a criança e recomendar uma avaliação fonoaudiológica, se necessário.

Buscar um fonoaudiólogo infantil: O profissional poderá avaliar a criança e desenvolver um plano de intervenção para melhorar a comunicação e o desenvolvimento da linguagem, caso seja necessário.

Durante a primeira consulta com um fonoaudiólogo infantil, a especialista explica algumas etapas importantes que devem ser realizadas:

História clínica: Coleta de informações sobre a história de vida da criança e a relação com a queixa apresentada.

Avaliação das habilidades comunicativas: O fonoaudiólogo avaliará a linguagem oral e escrita, bem como as habilidades comunicativas da criança, utilizando protocolos padronizados.

Discussão dos resultados: O profissional discutirá os resultados da avaliação e recomendará um plano de intervenção, se necessário.

Desenvolvimento do plano de intervenção: Em colaboração com os pais, o fonoaudiólogo elaborará um plano para melhorar a comunicação e o desenvolvimento da linguagem da criança. Caso necessário, será proposta a fonoterapia individual, acompanhada de orientações específicas para os ambientes em que a criança está inserida.