Vacina contra varíola dos macacos começa a ser aplicada na segunda-feira, 13 – foto Freepik
Na próxima segunda-feira (13), o Ministério da Saúde dará início à imunização dos grupos de risco para a varíola dos macacos (mpox). As 46 mil doses foram adquiridas em 2022.
São necessárias duas doses para completar o esquema vacinal.
Serão imunizadas, mesmo sem exposição ao vírus, pessoas que vivem com HIV (homens cisgêneros, travestis e mulheres transexuais) que tenham contagem de linfócitos TCD4 menor que 200 células nos últimos seis meses — grupo de risco para quadros graves da mpox; e profissionais de laboratório que atuam em contato com o vírus (não devem ter tomado outras vacinas nos últimos 30 dias).
Indivíduos entre 18 e 49 anos que tiveram contato direto com fluidos e secreções corporais de casos suspeitos ou confirmados devem tomar o imunizante até quatro dias depois da exposição.
A vacina pode ser administrada até 14 dias após a exposição, mas a efetividade é reduzida.
Pessoas que já tiveram mpox ou estão com lesões suspeitas no momento da vacinação não devem receber a injeção.
Indivíduos com histórico de reação alérgica grave à primeira dose não devem tomar a segunda.
A vacina dinamarquesa MVA-BN Jynneos é aprovada no Brasil para uso emergencial “com a finalidade de interromper a transmissão pessoa a pessoa, em situações bem estabelecidas, não sendo recomendada a vacinação em massa. Em nível individual, a vacinação não deve substituir as demais medidas de proteção conhecidas”, diz um informe técnico publicado pelo Ministério da Saúde na segunda (8).
A campanha se estenderá enquanto durarem os estoques.
*Informações Metrópoles



