Apesar de caírem 3,27% em março comparado a fevereiro, as vendas de imóveis usados acumularam crescimento de 25,35% no 1º trimestre deste ano, o melhor resultado desde 2013 no Estado de São Paulo. Em 2014, quando o País entrou em recessão, houve queda de 10,01% nos primeiros três meses daquele ano, seguido de um resultado positivo tímido (+ 2,87%) no primeiro trimestre de 2015. Nos dois anos seguintes, o saldo dos primeiros trimestres ficou negativo em 7,93% (2016) e em 5,79% (2017).
“A recuperação neste ano é expressiva, traz ânimo a vendedores e compradores, não provocou uma explosão de preços, mas precisa ser vista com cautela e avaliada em um contexto de mercado ainda fragilizado pela crise que devastou empregos, arrochou salários e comprimiu o crédito”, afirma José Augusto Viana Neto, presidente do CRECISP, ao avaliar os resultados das pesquisas feitas mensalmente pelo Conselho.
Nos três primeiros meses deste ano, os volumes mensais de vendas de casas e apartamentos foram sempre inferiores aos dos mesmos meses de 2013. O índice estadual de vendas de março último ficou em 0,3306, ou 36,26% abaixo do índice do mesmo mês de 2013, que cravou 0,5187 (ver quadro abaixo). “Há um longo caminho a percorrer para recuperarmos a parcela de mercado que a crise tomou, e essa recuperação será tão mais lenta quanto lento for o crescimento da Economia”, avalia Viana Neto.
O presidente do CRECISP destaca como “fato muito positivo” no 1º trimestre deste ano o comportamento dos preços. “Houve expansão significativa, também da locação residencial que acumulou crescimento de 22,65%, e os preços não foram inflacionados pelo aumento da demanda, ao contrário”, ressalta Viana Neto.




