Por meio de uma procuração, o vereador reeleito João Tadeu Jorge Júnior (PSC), preso e investigado por fraudes em licitações na Operação Cartas em Branco, tomou posse nesta sexta-feira (20) na Câmara de Miguelópolis (SP) e, mesmo afastado, terá direito a um salário de R$ 6,9 mil.
Atualmente preso na Penitenciária de Tremembé, desde que se apresentou à Justiça, Jorge Junior não compareceu à cerimônia no começo do ano, porque estava no Centro de Detenção Provisória (CDP) de Franca, e chegou a ser substituído pelo suplente Neander de Souza Toledo (PSDB).
Entretanto, esta semana seu advogado, Italo Rondina Duarte, foi à Câmara assinar a posse por ele, com base em uma liminar do juiz José Magno Loureiro Junior, que entendeu que “o regimento interno não impede expressamente que a posse seja tomada através de um terceiro”, que neste caso seria um procurador.
Apesar da posse, o vereador segue afastado de suas funções pela Justiça. Com isso, ele terá direito ao subsídio parlamentar mensal de R$ 6,9 mil sem ter que comparecer às sessões.




