Como já foi dito por este Jornal da Franca, a passagem promocional a R$ 1 aos domingos não agrada a todos, pois suas regras não foram colocadas com clareza à população, ficando sua divulgação limitada a marketing político.
Muitos pontos não foram deixados claros, como o fato de o valor estar fixado apenas durante seis meses, podendo simplesmente deixar de existir após este período; não está claro de quanto será a redução dos ônibus em circulação aos domingo e, o que é pior, que o desconto não é universal, uma vez que o usuário que quiser pagar em dinheiro terá de desembolsar a tarifa cheia, ou seja, R$ 4,10.
O vereador Tony Hill (PSDB) foi à tribuna e criticou essa regra, pois tira o direito do consumidor de pagar como bem queira. “Na hora de pagar a passagem em dinheiro, o usuário foi informado que era R$ 4,10. Para pagar um real, ele tem que ter o cartão e fazer a recarga. Peraí, não teve tempo hábil para a Prefeitura explicar como funciona?”, questionou.
Segundo Tony, a população mais simples, que utiliza o transporte público, ficou à margem da divulgação da tarifa promocional. “Esse cidadão não tem acesso a certas informações. Foi muito pouco informado e muita gente teve de pagar tarifa cheia. Além disso, teve gente que foi carregar R$ 2, para ir e voltar, e não pôde, teve que carregar no preço normal, ou seja, pelo menos R$ 8,20”, disse.
O vereador disse que se preocupa com a continuidade da medida. “Se não tem informação, não funciona. Aí fica em teste seis meses e decidem parar. Precisa esclarecer. Vou fazer uma indicação para que seja R$ 1 tanto no dinheiro como no cartão. Que bagunça é essa? Na promessa de campanha disseram que seria R$ 1 no fim de semana e isso não está acontecendo. Precisa ser corrigido para o povo não ser ludibriado”, disse o tucano.
Até mesmo o governista Nirley de Souza (PP) disse que a situação precisa ser revista. “Você tem razão em reclamar. Mas está no início. Também sou favorável a pagar em dinheiro, acho que seu requerimento será bem vindo Não vejo motivo para ser só cartão para facilitar para o usuário”, afirmou Nirley, que é irmão do prefeito Gilson de Souza (DEM).



