A investigação que o Ministério Público instaurou para apurar supostas tentativas dos vereadores Claudinei da Rocha (PSB) e Ilton Sérgio (DEM) de burlar o processo de chamamento público para a gestão de creches municipais pode ir além do esperado e revelar muitos outros detalhes que não eram de conhecimento da população.
Denúncias já feitas, atribuídas a mais de uma fonte, algumas delas obtidas junto às próprias ONGs ligadas aos vereadores Claudinei da Rocha e Ilton Sérgio, informam que ambos mantêm parentes de primeiro grau trabalhando nas instituições, que são administradas pelas ONGs, mas bancadas com recursos públicos.
A ligação de Ilton a Instituição Espírita Joana de Ângelis e de Claudinei com a Associação Educacional e Cultural Amigos Solidários seria pública e de conhecimento de todos os participantes das mesmas, voluntários ou contratados.
No caso de Claudinei, as denúncias dão conta de que trabalharam – ou ainda trabalham – na Amigos Solidários a esposa, um cunhado, um sobrinho e o namorado de uma das filhas do vereador.
A ONG mantém, além das creches, projetos voltados à prática esportiva e musical e envolve centenas de pessoas.
A instituição espírita da qual Ilton é o principal representante é especializada em creches. Ele também manteria parentes nas unidades que gere. As informações dão conta de que seriam pelo menos três em Franca.
As denúncias que estão sendo investigadas dizem que o temor dos vereadores em serem inabilitados no chamamento público seria, justamente, porque os parentes poderiam ficar desempregados, além de seus respectivos cabos eleitorais, que também ocupam cargos.



