Um projeto confuso, polêmico e que poderá – e deverá – acabar nos tribunais será votado no afogadilho pela Câmara de Vereadores na próxima terça-feira. É o que cria 104 novos cargos comissionados e “reestrutura” os cargos comissionados na Prefeitura – que totalizarão 258 contanto as Funções Gratificadas a servidores concursados.
O resumo é o seguinte: decisões anteriores do Tribunal de Justiça vão no sentido de que muitos cargos comissionados estavam irregulares, contrários às Constituições do Brasil e do Estado de São Paulo e deveriam ser extintos. Entre eles, o de 44 diretoras de escola, até então, escolhidas de acordo com a vontade do prefeito Gilson de Souza (DEM) e seus antecessores no cargo.
Há alguns meses, Gilson atendeu decisão do TJ e exonerou 225 comissionados. Agora, recria 104 deles, com nova roupagem mas o mesmo papel na administração, e mantém os 44 cargos das diretoras, exatamente como foram extintos pela Justiça.
A manifestação dos servidores da Educação foi imediata em grupos de WhatsApp de cidadania e também de educadores. O entendimento é quase unânime: como a jurisprudência já existe, as nomeações serão frágeis e poderão cair a qualquer denúncia feita no MP, que terá ressonância certeira na Procuradoria de Justiça e no Tribunal de Justiça do Estado.




