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Vereadores querem providências da Prefeitura para desocupar “esqueleto”

O prédio, que foi devolvido pelo Estado de São Paulo à Prefeitura, ainda não tem uma destinação

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Os vereadores Kaká (PSDB), Cristina Vitorino (PRB), Adermis Marini (PSDB) e Della Motta (Podemos) estiveram, na manhã de terça-feira, no prédio conhecido como “piscinão” ou “esqueleto”, que fica próximo à rotatória da que liga as avanidas Ismael Alonso y Alonso e Ademar Pólo Filho, região central de Franca.

O prédio, que foi devolvido pelo Governo do Estado de São Paulo à Prefeitura, ainda não tem uma destinação a ser dada pelo município e segue sendo ocupado por moradores de rua, consumidores e traficantes de entorpecentes, que se abrigam nos seis andares da construção inacabada.

Durante a vistoria no local, os vereadores conversaram com moradores de rua que dormiam no local, já próximo do meio-dia. Um deles é de Franca, mas não tem casa e o outro saiu de Restinga para viver nas ruas e morar no “piscinão”.

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Também encontraram um cenário de grande prejuízo, com praticamente tudo que tem algum valor tendo sido retirado pelos ocupantes do local, como torneiras, fios e outros materiais. No entanto, a estrutura em si está conservada, sem problemas como rachaduras ou grandes infiltrações de água. A quantidade de sujeira, restos de comida, garrafas de aguardente e cachimbos de craque também chamou a atenção.

A vistoria dos vereadores foi motivada, em grande parte, pelas reclamações de moradores das proximidades, que alegam grande insegurança com a ocupação do prédio. Dizem que o número de crimes como furtos, roubos e ameaça é gritante e que o medo das pessoas de bem é real.

Estima-se que a Prefeitura terá de investir em torno de R$ 20 milhões para poder concluir o prédio e utilizá-lo para abrigar alguma repartição pública. Mas os vereadores entendem que, até que isso se decida, é necessário tomar alguma providência.

Assim, os quatro parlamentares estarão apresentando um requerimento ao prefeito Gilson de Souza cobrando se há algum planejamento sobre o que será feito no “piscinão” e um prazo para que, pelo menos, a construção possa ser totalmente desocupada, a princípio, e fechada ou vigiada para evitar novas invasões.

Cesar Colleti

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