A diretora da DRS-8 (Diretoria Regional de Saúde), Adriana Ruzene, assim como suas auxiliares diretas, estiveram na Câmara Municipal de Franca, na manhã desta terça-feira, para prestar esclarecimentos aos vereadores sobre problemas ocorridos no atendimento público de responsabilidade do Estado de São Paulo.
Logo no início, Adriana e duas de suas assistentes gastaram perto de 20 minutos apresentando dados sobre os procedimentos e números da Diretoria. Com isso, a aparente estratégia fez com que o prazo para que os vereadores fizessem perguntas fosse reduzido.
Ainda assim, os parlamentares “apertaram” a diretora e fizeram questionamentos que, segundo eles, são feitos constantemente pela população nas ruas. Zezinho Cabeleireiro (PPS), autor do requerimento de convocação da diretora, perguntou para Adriana porque a demora é tanta para cirurgias. A resposta foi que a prioridade, hoje, é para as cirurgias em crianças, idosos e por determinação judicial.
Outro questionamento dos parlamentares foi quanto à falta de alimentações especiais, recomendadas para pacientes de diversas enfermidades, e também a demora para entrega. “Não é possível, na licitação, já fazer uma compra maior e estocar? Seria bom para os usuários que precisassem”, disse Donizete, o que foi rebatido com uma negativa de Adriana sobre essa possibilidade.
E os questionamentos sobre a qualidade dos serviços continuaram. “Se o serviço fosse eficiente não teria tanta demanda. Todos os dados e o mapeamento são perfeitos, mas o atendimento continua do mesmo jeito, sem cirurgias, sem medicamentos”, disse Valéria Marson (PSD)
Pastor Otávio Pinheiro (PTB) também foi contundente nas críticas. “Não se se vocês têm pai, mãe ou filho aguardando cirurgia. Um rapaz me procurou dizendo que está esperando há seis anos e a resposta que o DRS me deu é talvez tenha que esperar dez. É um absurdo”, afirmou.
Até mesmo o atendimento aos vereadores estaria deixando a desejar, segundo Marcelo Valim (PSD). “Acho que a gente tem que ser mais respeitado, enquanto representantes do povo. Queremos uma solução, uma resposta”, ao que Adriana respondeu que não há muito o que ser feito, por exemplo, em relação à fila de espera, pois segundo ela, somente procedimentos de urgência podem ser privilegiados pela DRS.



