Ao contrário do que era esperado, o veto do prefeito ao projeto de lei da LDO – Lei de Diretrizes Orçamentárias – não será votado nesta terça-feira pela Câmara dos Vereadores. Salvo algum pedido de urgência, deve ficar para a próxima semana.
O governo tinha o objetivo de que os vereadores mantivessem o veto para depois apresentar um projeto de lei de autoria de Gilson de Souza (DEM) contemplando as mesmas emendas que ele vetou.
Na teoria, a situação ficaria resolvida. Mas na prática a história é outra. O prefeito simplesmente descartaria o trabalho dos vereadores, de levantar as necessidades das entidades e elaborar as emendas, e assumiria os créditos políticos sobre os repasses deixando os vereadores “chupando os dedos”.
A Câmara, porém, entendeu a manobra e deve matá-la na raiz. Com a derrubada do veto, os vereadores obrigam o prefeito a cumprir as emendas e com isso continuam em alta junto às entidades. E o projeto do prefeito, reivindicando para si os repasses, ficaria inócuo.
Nos bastidores, a base governista tenta convencer os vereadores de que o “importante é as entidades receberem”, mas dificilmente os convencerá a transferir a paternidade política das emendas de graça a Gilson de Souza.



