
A história do pão começa há milhares de anos. Há quem defenda ter sido no Egito que, acidentalmente, a fermentação foi descoberta a seis mil anos, quando uma mistura de farinha com água ficou descansando por uns dias. De lá para cá, os ingredientes básicos da iguaria continuam os mesmos: água, farinha e sal. Mas, desde 1868, o mercado de pão nunca mais foi o mesmo. Nessa época, o austríaco Carl Fleischmann (aquele mesmo do fermento em pó na sua geladeira) abriu sua fábrica de fermentos manufaturados nos Estados Unidos, depois de viajar para o casamento da irmã e ficar impressionado com a péssima qualidade do pão da terra do Tio Sam. As leveduras selvagens foram deixadas de lado e a fermentação ganhou rapidez, graças, principalmente, à praticidade do uso do fermento biológico, ao mesmo tempo em que o processo de produção também sofreu mudanças. O lastro, por exemplo, deu lugar ao forno industrial, a farinha branca passou a ser a mais usada.

Hoje em dia com o fermento biológico industrial fazer pão se tornou muito mais fácil e rápido, porém ainda assim exige disciplina. Fatores como qualidade do produto, temperatura, medidas precisas, tempo de fermentação se não levados em conta podem acabar com uma fornada inteira, iniciada com fermento biológico ou fermento natural.




