Uma boa notícia aos artistas, escritores, fotógrafos e músicos de Franca que se inscreveram para o Bolsa Cultura 2016: a FEAC – Fundação de Esportes, Artes e Cultura confirmou que o edital será republicado até a próxima semana. “Não cancelamos o projeto e nem o recurso. Este adiamento visou apenas o ajuste de aspectos formais para facilitar o acesso de mais pessoas ao projeto, democratizando assim, não só o acesso, mas também as produções artísticas e culturais do município”, explica a diretora de Arte e Cultura, Karina Gera.

Segundo ela, alguns documentos que foram solicitados no edital anterior, não são mais obrigatórios, portanto, foram retirados da listagem. “Muitos inscritos deixaram de apresentar documentos e foi uma decisão administrativa rever o regulamento e fazer um novo chamamento”, reforça Karina, lembrando que todos os inscritos anteriormente – no total 44 -, estão sendo informados sobre as mudanças no processo. “Não haverá nenhuma mudança no plano de trabalho dos artistas. Portanto, os selecionados serão conhecidos ainda em dezembro, ou seja, essas mudanças não atrasarão em nada o repasse do fomento cultural”, salienta a diretora de Arte e Cultura.
Inscrito pela terceira vez no Bolsa Cultura – tendo sido contemplado na última edição de 2015 -, e apesar de ter entregue todos os documentos solicitados, André Luís Kuboyama Bomfim, mais conhecido como Jaspion, considera a decisão da FEAC pelo adiamento acertada. “A maior parte das pessoas inscritas não conseguiu reunir toda a documentação exigida. Então a decisão da FEAC em rever esse regulamento a fim de propiciar que mais pessoas tenham acesso aos incentivos culturais foi muito louvável. É esse tipo de postura que facilita o trabalho dos produtores culturais e artistas em geral”, defende André, que possui trabalhos na área do hip hop em Franca, com o grupo True School Crew. E é através dele que é realizado o Hip Hop Park Jam (HHPJ), evento que visa resgatar o formato original da Cultura Hip Hop conforme desenvolvida no Bronx a partir da primeira metade da década de 70. “Visando descentralizar a oferta dos produtos culturais na cidade de Franca (sede) e nas outras onde são realizadas, as HHPJs oferecem ações culturais em espaços abertos (praças públicas) dos bairros periféricos das cidades em que ocorrem”, explica André, acrescentando que em todas as edições são oferecidos gratuitamente à população do bairro, workshops de Graffiti, de Danças Urbanas (Street Dances), além de discotecagem de DJs renomados nacional e internacionalmente, bem como apresentações de respeitados Mestres de Cerimônia (MCs). “O evento é reconhecido nacional e internacionalmente, tendo recebido prêmios estaduais (Proac Editais), federais (Edital Funarte Hip Hop) e internacionais (Intercâmbio Cultural com o Consulado Britânico), além de ser responsável por colocar a cidade de Franca entre uma das mais importantes capitais nacionais da Cultura Hip Hop”, enfatiza André.




