
Ao sair de casa, as pessoas costumam ter cuidado com os bens que carregam, como bolsas, carteiras, cartões de crédito, documentos pessoais, celulares e com o carro. A atenção é tanta que a aquisição do seguro de veículos já se tornou uma prática comum. Mas ao cruzar a porta para a rua, a maioria não se preocupa com os cuidados que deve ter ao deixar a casa fechada. O resultado é que, embora exista há anos, o seguro residencial é pouco utilizado pelos brasileiros. De acordo com a Confederação Nacional das Seguradoras, estima-se que apenas 10% dos domicílios brasileiros tenham cobertura para acidentes ou roubos, enquanto em países como Estados Unidos, Inglaterra e Chile, o número chega a 85%.
Em razão do aumento de roubos a casas, os francanos perceberam a importância do seguro residencial. “Essa procura só não aumentou mais em virtude da falta de conhecimento de que se trata de um seguro barato e simples de contratar”, destaca o corretor de seguros e diretor da Exitus Corretora de Seguros, Márcio Casemiro, acrescentando que o custo da apólice corresponde, em média, a 0,2% do valor do imóvel.
Mas antes de contratar um seguro residencial é preciso estar atento ao que a cobertura oferece. A maioria das pessoas pensa imediatamente na cobertura de roubo ou furto qualificado, que é a grande preocupação nos dias de hoje. Mas, segundo Márcio, esta cobertura é uma cláusula adicional à cobertura básica de incêndio, queda de raio e explosão, uma vez que podem ser contratados planos com proteção adicional para danos elétricos e curto circuito; quebra de vidros; espelhos e mármores; vendaval; furacão; ciclone; tornado; granizo e impacto de veículos; desmoronamento total e parcial, entre outros como assistência 24h com vários serviços agregados. “Não há um seguro-padrão. A cobertura depende do tamanho e das características do imóvel”, explica.
Márcio orienta que, antes de escolher o seguro, o dono do imóvel deve procurar um corretor de seguros de referência. Assim, o cliente pode ter uma proposta direcionada às suas necessidades. “É importante checar o que o pacote de seguros cobre e conferir se a corretora está cadastrada na Superintendência de Seguros Privados – Susep, órgão vinculado ao Ministério da Fazenda que fiscaliza as seguradoras”, diz.
Dicas importantes
Entre detalhes a se levar em conta, consta a cobertura para aparelhos portáteis. Isto porque muitas seguradoras não dão cobertura para eletrônicos portáteis ou pessoais como tablets, celulares, máquinas fotográficas, entre outros. Por isso convém perguntar se o seguro não exclui esse tipo de bem. Além disso, é importante saber se em caso de roubo na residência você é obrigado a apresentar notas fiscais de seus bens, pois algumas seguradoras, principalmente os bancos, exigem a apresentação de nota fiscal daquele bem para comprovar a pré-existência do mesmo, e caso você não apresente, não é feita a indenização. “O problema é que quando você contrata o seguro ninguém avisa sobre esse detalhe tão importante”, destaca. Márcio orienta ainda a questionar se a seguradora vai indenizar o valor real de seus bens. “Alguns bens já têm algum tempo de uso e na eventualidade de um sinistro, algumas seguradoras depreciam esse bem pelo tempo e acabam indenizando apenas um percentual do valor de um equipamento novo, não cumprindo com o objetivo do seguro que é a reposição daquilo que foi perdido”, esclarece.
DICAS IMPORTANTES
– Dê preferência a seguros que aceitem relação de bens na contratação como prova da existência dos bens na residência;
– Muitas seguradoras exigem nota fiscal para indenizar um roubo ou furto. Fuja dessas seguradoras;
– Se você já tem seguro residencial, faça uma relação de seus bens e tente protocolar junto à sua seguradora;
– Verifique se a sua seguradora vai indenizar seus bens pelo valor de novo ou se haverá depreciação;
– É possível contratar bons seguros residenciais com custos a partir de R$ 300 anuais.
– O custo depende das coberturas, dos valores contratados de limite de importância segurada.



