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Obras de duplicação da Portinari podem demorar mais de dois anos

Motivos para previsões de um atraso que pode superar um ano, são vários: chuva, pagamentos...

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Pontilhão da Portinari para Jeriquara, cujas obras estão paralisadas há mais de uma semana (Foto HR Multimídia)

​Iniciada em setembro do ano passado, a obra de duplicação da Rodovia Cândido Portinari esta estourando todos os prazos. A entrega que estava prevista para fevereiro do ano que vem (daqui a menos de 90 dias), está orçada em R$ 110 milhões e é realizada em dois lotes a cargo das empreiteiras Misoreli, de São Paulo, e Val Rocha, de Franca.

Os motivos para as previsões de um atraso que pode superar um ano, são vários. Um deles é o tempo instável, principamente nesta época, com muitas chuvas de verão e depois com previsão de uma outra onda de chuva que costuma durar ate meados de março.

Qualquer chuvisqueiro, por menor que seja, impede trabalhos de movimentação de terra, compactação de solo, concretagem de viadutos e pavimentação das novas pistas.

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Além desses, um outro problema se agregou nos últimos meses: as duas empreiteiras que fazem o serviço entre Franca e o trevo para Jeriquara estariam com dificuldades de receber os pagamentos que são feitos de acordo com o cumprimento do organograma físico-financeiro estabelecido no contrato.

As empresas não falam abertamente, nem oficialmente sobre o problema, mas ele é evidente: o número de operários em ação nos pontos mais complicados da duplicação – pontilhões de saída para Ribeirão Corrente, na entrada de Cristais Paulista e no acesso para Jeriquara – foi drasticamente reduzido nas últimas semanas.

É uma clara “operação tartaruga”, pois se não recebe a empreiteira não tem como pagar seus operários. No pique dos primeiros meses da obra, as duas empresas chegaram a empregar 380 funcionários, mas hoje eles não passam de 100.  

Para qualquer leigo, é evidente que se tornou impossível o cumprimento do prazo prometido de que a duplicação seria entregue em fevereiro de 2016 depois de ter sido iniciada em setembro de 2014. Assim, a previsão de que o calendário de obras ultrapassará dois anos não é nenhum exercício de futurologia e de nenhum vidente famoso.

Orçada em R$ 110 milhões  a duplicação está sendo feita em dois lotes a cargo das empreiteiras Misoreli, de São Paulo, e Val Rocha, de Franca. A primeira trabalha no trecho Franca a Cristais  (quilômetro 406 até o 412) e a firma francana atua no pedaço da rodovia que vai de Cristais até o acesso para Jeriquara ( km 413 até o 421). Nos dois, em nenhum pode se dizer que a obra está “adiantada”, porque não está.

O trevo para Ribeirão Corrente é um dos mais complicados e somente a alguns dias começou a concretagem de algumas colunas e fundações, mas a olhos vistos, há muita coisa pela frente. Além deste trevo que liga à  rodovia Felipe Calixto que leva a RC, o outro, menos complicado pois exigiu menos terraplenagem, dará acesso à primeira entrada para Cristais Paulista, no sentido para as Águas Quentes. 

Em seis kms a contar do Posto Paineirão haverá vias marginais nos dois sentidos e serão  implantadas duas passarelas – uma próxima ao Posto Paineirão (de acesso ao Bairro Paineiras) e a segunda, na entrada do Recanto Ouro Verde, defronte ao pavilhão de armazéns da Cocapec, perto de Cristais. 

Outro trevo será no campão. O chamado “trevo do meio” de ligação á Cristais Paulista terá apenas acesso à Cristais, sem pontilhão nem retorno para Franca ou no sentido contrário.

Do km 413 começa o trecho sob a responsabilidade da Val Rocha Engenharia que trabalhará na duplicação até o km 421, no acesso à estrada que leva a Jeriquara. Ali estão sendo construídos dois viadutos: um na terceira entrada para Cristais – conhecido como Campão – no sentido Franca – Pedregulho. 

A pista principal passará sob o viaduto que desviou a pista para o lado esquerdo de quem vai de Franca a Pedregulho. E o outro – que o deputado Roberto Engler já se apressou em denominar – que fica no ponto final da “nova” Portinari duplicada e para decepção de alguns, pedagiada, a despeito da promessa politica do deputado em questão que chegou a espalhar outdoors pela via com a frase: “Esta rodovia será duplicada. E sem pedágio”. 

VEJA MAIS FOTOS:

Obra parada no pontilhão que dará acesso a Jeriquara no final do trecho que será duplicado na Portinari  (Foto HR Multimídia

Desvio de pista nas proximidades do pontilhão que está sendo construído no final da duplicação da Portinari (Foto HR Multimídia)

Trecho com obra paralisada na altura do km 421 da Cândido Portinari (Foto HR Multimídia)

Cesar Colleti

O que acontece e como acontece em Franca e região