O MP (Ministério Público) acionou a Justiça para que o Estado volte a oferecer refeições gratuitas para as pessoas em situação de rua nas unidades do Bom Prato. O programa de gratuidade – que facilita o acesso ao alimento durante a pandemia da Covid-19 – foi anunciado no fim de maio pelo governador João Doria (PSDB) e terminou dia 30 de setembro. A Justiça deu prazo até segunda-feira para o Estado explicar a decisão.
No Grande ABC, Santo André aderiu ao programa e desde julho cerca de 100 usuários foram beneficiados, com 3.400 refeições servidas gratuitamente no período. Em São Bernardo, a Prefeitura informou que não houve procura significativa da população em situação de rua pelo benefício, já que boa parte deste público é atendida pelos albergues municipais e realiza três refeições diárias nestes locais, que atendem cerca de 200 pessoas.
Segundo nota divulgada pelo MP, o benefício foi encerrado “sem maiores explicações”, mesmo com a alta demanda. Segundo a ação, “a implementação da gratuidade do Programa Bom Prato representou, sem dúvida alguma, importante política de segurança alimentar no Estado de São Paulo, contemplando parte expressiva das pessoas em situação de rua, exatamente aquelas não acolhidas pelos serviços socioassistenciais municipais disponíveis, e que, em face da pandemia, se virem absolutamente impossibilitadas de obter valores para custear sua alimentação”.
A Secretaria de Desenvolvimento Social do Estado informou que foi, de fato, notificada da ação e está prestando os esclarecimentos necessários quanto ao atendimento gratuito nos restaurantes do Bom Prato. De acordo com a pasta, mais de 480,2 mil refeições gratuitas foram distribuídas em todo Estado.




