Damaris Oliveira mora no Jardim Cambuí e trabalha como diarista. Ganha cerca de R$ 1,5 mil mensais. Vai dar um celular para a sua mãe neste domingo. Custará R$ 850 e ela pagará em dez parcelas no cartão de crédito.
Já Mariana Magalhães, comerciante francana que mora em Ribeirão Preto, comprou um calçado da Carmen Steffens para a sua mãe, de valor bem superior ao celular comprado por Damaris. Pagou à vista.
Ambas vão tirar o domingo para passar com suas mães, pois são casadas e saíram da casa dos pais há alguns anos. Esse sim será o verdadeiro presente, com certeza. As mamães, mais que presentes, têm como sonho de “consumo” a presença dos filhos para comemorar o Dia das Mães.
A constatação é um alento para aqueles que, sem recursos, não poderão dar presentes caros para a mãe. Ou nem dar presentes. Pesquisas mostram que, com a crise financeira, as compras da data não deverão passar a casa dos R$ 100.
Estima-se que um terço dos consumidores compraram presentes de valor inferior a R$ 50. Somente 10% gastarão entre R$ 100 e R$ 150. É a realidade de um país com desemprego em alta e situação econômica e política tensa.
A maioria das pessoas comprou artigos de vestuário ou acessórios. O número corresponde a 44,3%, segundo pesquisas. “O pessoal procurou produtos mais específicos, como botas e sapatos fechados, úteis para esta época do ano, e com preços mais em conta”, disse Claudia, vendedora de uma loja do Centro.



