Hoje, dia dos namorados, fui reler as “Cartas de amor” do Fernando Pessoa, que tão humano quanto qualquer um de nós, um dia também namorou…
Cartas são coisas do passado, ultrapassadas, mas que, a mim, nunca vão deixar de instigar a imaginação. As do Pessoa, antes de lê-las pela primeira vez, fiquei fazendo conjeturas, do quão poéticas deveriam ser, e para minha surpresa, descobri que na verdade não são.
Isso foi o que eu mais gostei nelas: a simplicidade e o desnudamento de um SER, que antes de ser poeta, amou; e nesse amor se igualou a todos os simples mortais que amam e sentem toda sorte (ou azar) de emoções contraditórias que possam caber num coração – alegria, tristeza, insegurança, coragem, medo, ansiedade, esperança, desilusão.Uma lista de sentimentos comuns a todos que já amaram um dia na vida.
Quem ama sofre por pouca coisa e se agiganta com coisa menor ainda – um simples olhar distraído (da pessoa amada) é uma declaração de amor.




