Pesquisa realizada pelo Instituto Datafolha apresenta um panorama muito crítico em relação à atuação dos governos brasileiro e paraguaio no combate ao contrabando entre os dois países. Encomendada pelo Movimento em Defesa do Mercado Legal Brasileiro, coalizão que reúne mais de 70 entidades representativas de setores afetados pela ilegalidade no Brasil, a pesquisa ouviu cerca de 2 mil pessoas em 130 municípios de pequeno, médio e grande porte de todas as regiões do Brasil.
Para 85% dos moradores do Sudeste, as autoridades brasileiras não atuam de forma efetiva na fiscalização das fronteiras e 88% acreditam que o governo paraguaio também é incompetente nessa vigilância.
Entre os entrevistados da região que acreditam que os paraguaios não adotam medidas para conter o problema, 78% avaliam que isso acontece porque políticos e autoridades lucram com esse tipo de negócio. E isso é especialmente verdade em relação ao contrabando de cigarros.
Atualmente, segundo pesquisa de mercado, marcas paraguaias contrabandeadas já são responsáveis por 45% das vendas de cigarros em São Paulo, volume que vem crescendo exponencialmente enquanto o mercado formal sofre retração de igual proporção. Ou seja, parte do mercado não é regulado, não gera empregos, não paga impostos e ainda é responsável pelo financiamento do crime organizado e do tráfico de drogas e armas. Além disso, vale destacar que os prejuízos do contrabando de cigarros para o Estado de São Paulo somaram R$ 2,68 bilhões de evasão fiscal em 2016.




