Nos testes, o rótulo cumpriu sua meta de despertar o consumidor. Muitos passaram a buscar uma melhor opção. (Foto: Jornal da USP)
A indústria alimentícia sempre passa a impressão de tentar em esconder quantidades de ingredientes –açúcares, sódio, gordura– que fazem mal para a saúde. As tabelas nutricionais nem sempre são claras.
E se houvesse um aviso GRANDE sobre o que as pessoas consomem? Pois bem, a partir de 9 de outubro, chega a chamada “lupa”. Trata-se do rótulo nutricional na parte da frente da embalagem ou Front-of-package (FoP), o nome técnico.
Após debates com especialistas e consultas públicas, que ocorreram desde 2020, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aprovou a nova rotulagem dos alimentos. Com a lupa, os alimentos que tiverem quantidades excessivas de açúcar, sódio e gorduras saturadas terão um selo com essa informação na dianteira da embalagem.
O rótulo com o triângulo de advertência, modelo desenvolvido pelo Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) –em parceria com designers de informação da Universidade Federal do Paraná (UFPR)–, passou por um estudo conduzido pela Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP, onde o Idec comparou as percepções e comportamento do consumidor frente ao design.




