Nos Estados Unidos, o presidente Donald Trump proibiutransgênero nas Forças Armadas e causou polêmica. No Brasil, a autora Gloria Perez pela primeira vez abordou o tema identidade de gênero numa novela e deu o que falar. Na rede de escolas de informática Microcamp uma pesquisa sobre transgênero não foi diferente e mostrou que o assunto ainda é tabu: 72% dos 2261 entrevistados (51,4% homens e 48,1% mulheres) disseram que a questão de identidade de gênero é tratada de maneira preconceituosa no Brasil, tanto pelo governo quanto pela sociedade. Na mesma questão, 15,2% disseram que o tema é abordado de forma superficial, 8,7% com naturalidade e 4,1% com seriedade.
A pesquisa foi realizada entre os dias 18 e 23 de setembro, com jovens entre 12 e 31 anos, sendo que a maioria (52,3%) tem entre 12 a 16 anos e frequenta o ensino médio (59,1%), enquanto 22,4% está no ensino fundamental II, 8,1% ensino superior e 5,2 Ensino Fundamental I .
Dos entrevistados, 72% afirmaram saber o que é transgênero, enquanto 20,3% já ouviu falar mas não sabe exatamente o que é, e 7,7% disseram não saber. Para a maioria (77,9%)transgênero é uma pessoa que nasce com um sexo mas não se identifica com ele. Já 8,6% afirmaram que transgênero é o mesmo que transexual, 3,3% diz tratar-se de um homossexual e 1,8 de travesti. Já para 8,4% dos pesquisados, transgênero pode se enquadrar em todas as categorias citadas.
“O preconceito às vezes nasce do desconhecimento, e ignorância gera intolerância e é o que temos que evitar na sociedade”, pondera Helder Hidalgo, psicólogo e coordenador de cursos da Microcamp que enfrentou questionamento por parte dos próprios professores que aplicaram a pesquisa nas unidades. “Alguns questionaram se era prudente uma pesquisa sobre este tema em algumas unidades em que a maioria dos alunos é evangélica. Outros perguntaram por que não havia mais opções de sexo além do feminino e masculino”, exemplifica.




