Duas reportagens do Jornal da Franca este ano, em maio e setembro, já apontaram para uma situação que está se tornando recorrente. A Rua Francisco José da Silva, marginal da Rodovia Cândido Portinari no sentido Franca a Ribeirão Preto, tornou-se um lixão a céu aberto.
Sem a devida fiscalização da Prefeitura de Franca, o local é utilizado para o descarte de todo tipo de lixo, do doméstico ao industrial. Na manhã desta quinta-feira, a reportagem voltou ao local e constatou que nada mudou: os urubus e o lixo ocupam vários pontos da extensão do terreno, que fica no Jardim Guanabara, bem atrás de um conjunto de apartamentos residenciais.
No espaço, há muitos sacos de lixo, sacolas e até materiais descartados diretamente no solo, como restos de comida. Quase que diariamente, pessoas param seus carros – alguns de empresas – para despejar lixo no local. Alguns, botam fogo no material, mesmo com risco de incêndios.
Segundo os moradores, o cheiro do lixão clandestino incomoda muito e atrai a presença de animais, como urubus, que não saem do terreno, já que até restos de animais mortos são jogados por lá. Outros animais, como aranhas, baratas e escorpiões também são vistos com frequência.
A Guarda Civil Municipal tem poder para fiscalizar e multar os infratores. Mas é preciso se programar e fazer rondas ou até campanas para flagrar os autores do crime ambiental, pois manter a área limpa será uma mostra de efetividade e cooperação da Prefeitura para com a população.



