sexta-feira, 19 jun 2026 ⛅ Franca/SP 14°C
DólarR$ 5,18▲ 0,0%
EuroR$ 5,98▲ 0,0%
Selic14,50%▲ 0,0%
BitcoinR$ 326 mil▲ 0,0%

Rói as unhas? Cientistas apontam estratégia fácil para abandonar o hábito

Pesquisa reuniu voluntários que roem unhas. Trocar o hábito pelo toque de outra parte do corpo funcionou em 53% dos participantes

Compartilhar
Anxious girl student in glasses, woman biting fingernails and looking up nervous, feeling worried as looking at top, panicking, standing against white background.
Além das questões emocionais, roer unhas acaba causando lesões nos dedos – foto Freepik

 

O ato de roer unhas costuma estar ligado a questões emocionais, como estresse, raiva, transtornos ou preocupação com algo específico. O hábito é capaz de causar lesões, mas existe uma forma de intervir de forma pouco invasiva.

Porém, uma pesquisa publicada na revista científica JAMA Dermatology na última quarta-feira (19/7) aponta uma estratégia científica para resolver o problema: a substituição de hábitos. A técnica ajudou 53% dos participantes do estudo.

O ensaio clínico randomizado, feito por universidades da Alemanha e Canadá, sugeriu a 268 indivíduos que, em vez de roer unhas, tocassem e esfregassem suavemente os dedos, a palma da mão ou a parte de trás do braço, pelo menos duas vezes por semana.

Continua depois da publicidade

A ideia é usar um grupo de músculos diferente em vez de cair no mesmo comportamento. “Eles podem, por exemplo, cerrar os punhos com muita força quando têm vontade de puxar o cabelo”, disse uma das autoras do estudo, Natasha Bailen.

“A regra é apenas tocar seu corpo levemente”, afirma o pesquisador Steffen Moritz. “Se você está sob estresse, pode realizar os movimentos mais rapidamente, mas sem exercer pressão”, acrescenta, em entrevista para o NBC News.

Os participantes foram analisados durante seis semanas. Eles sofriam de tricotilomania, condição na qual as pessoas arrancam o cabelo, roíam unhas ou mordiam a parte interna da bochecha como resposta ao estresse ou para se acalmar.

Divisão de grupos

Os pesquisadores dividiram aleatoriamente os voluntários em dois grupos. Um deles recebeu um manual e um vídeo que mostrava como praticar o novo hábito de substituição. Eles foram instruídos a praticar a estratégia sempre que sentissem vontade de puxar, morder ou roer partes do corpo.

Já os membros de grupo de controle foram informados que estavam em uma lista de espera para o tratamento e receberam o treinamento de substituição de hábitos depois do término do estudo.

Os resultados apontam que 80% das pessoas presentes no grupo de tratamento disseram estar satisfeitas com a substituição e 86% apresentariam a técnica a outras pessoas.

Os cientistas continuam a estudar a substituição de hábitos para usá-la como aliada a outras técnicas comportamentais já existentes, como desacoplamento e treinamento de reversão de hábitos, usados ​​para ajudar pessoas com transtorno do comportamento repetitivo focado no corpo.

*Informações Metrópoles