A melatonina, conhecida popularmente como o “hormônio do sono”, tem ganhado cada vez mais espaço nas prateleiras das farmácias em Franca e nas prescrições médicas como alternativa para quem enfrenta dificuldades para dormir. Mas a questão que se coloca é: até que ponto ela realmente funciona e quando o seu uso é eficaz?
Produzida naturalmente pela glândula pineal, no cérebro, a melatonina regula o ciclo circadiano, responsável por indicar ao corpo quando é hora de dormir e acordar. O hormônio é liberado conforme a diminuição da luz natural, ajudando o organismo a se preparar para o descanso noturno. Porém, fatores como estresse, excesso de exposição às telas e horários irregulares podem desregular essa produção.
Os suplementos de melatonina, nesse contexto, aparecem como uma forma de repor ou estimular esse processo. Estudos mostram que ela pode ser útil em casos específicos, como no tratamento de distúrbios do sono relacionados a viagens longas (o chamado “jet lag”), em trabalhadores que atuam em turnos noturnos e em pessoas com condições clínicas que afetam a regulação do sono. Nesses cenários, há evidências de melhora na qualidade do descanso.
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