
Processos judiciais podem ser longos, cansativos e custosos. Quando consistem em problemas familiares, a situação envolve sentimentos e os anos de convivência, o que pode tornar tudo ainda mais difícil. Para evitar a judicialização desses conflitos e resolver os dramas na origem, a Vara do Juizado Especial Civel – JEPEC e o Centro Judicial de Solução de Conflitos de Franca – CEJUSC implantaram no final de abril o projeto “Justiça – Um Novo Olhar”, que viabiliza um olhar mais humanizado para os conflitos que são levados ao judiciário. Para isso, utiliza a Constelação Familiar Sistêmica, que visa esclarecer para as partes o que há por trás do conflito que gerou o processo judicial.
Em conformidade com a Resolução CNJ n. 125/2010 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que estimula práticas que proporcionam tratamento adequado dos conflitos de interesse do Poder Judiciário, a Constelação Familiar Sistêmica vem sendo utilizada como reforço antes das tentativas de conciliação em vários estados. Em Franca, os conflitos levados para uma sessão de constelação, em geral versam sobre questões de origem familiar, como violência doméstica, endividamento, guarda de filhos, divórcios litigiosos, inventário, adoção e abandono. “Por enquanto, está abrangendo os processos no âmbito do Juizado Especial Cível – JEPEC e processos que são encaminhados para o Centro de Solução de Conflitos – CEJUSC. Por meio de triagem são selecionados os casos de difícil solução, de preferência que envolvem questões de família”, explica a advogada, terapeuta especialista em Constelação Familiar, presidente da Comissão de Direito Sistêmico da OAB Franca-13ª Subseção e idealizadora do projeto “Justiça – Um Novo Olhar”, Keila Pereira.





