Em poucos segundos, um vídeo pode mostrar um empresário recomendando um investimento milagroso. Uma celebridade pode aparecer pedindo doações urgentes. Ou até um “chefe” pode surgir em uma chamada de vídeo pedindo uma transferência imediata. O problema é que, muitas vezes, nada disso é real.
A inteligência artificial elevou o nível das fraudes digitais a um novo patamar. O que antes era um e-mail mal escrito ou uma mensagem suspeita hoje pode vir na forma de vídeos, vozes clonadas e perfis extremamente convincentes.
Para especialistas, estamos entrando em uma fase em que distinguir o real do fabricado exige cada vez mais atenção.
Os números mostram que o fenômeno já é global. No Brasil, as fraudes com deepfakes e identidades sintéticas cresceram 126% entre 2024 e 2025, segundo o relatório Identity Fraud Report 2025–2026. O país concentra quase 39% de todos os deepfakes detectados na América Latina.




