Uma operação surpresa realizada pelo Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCESP) revelou o descarte de medicamentos que somam mais de R$ 4,3 milhões em prejuízos aos cofres públicos.
O dado, que está no relatório da 2ª Fiscalização Ordenada de 2026, ainda destaca que a maior parte desse montante — cerca de 63% — foi perdida simplesmente porque os remédios ultrapassaram a data de validade enquanto aguardavam a distribuição nas prateleiras dos almoxarifados e farmácias municipais.
A fiscalização, que mobilizou mais de 380 auditores em 300 municípios paulistas simultaneamente, traçou um diagnóstico preocupante que vai muito além do desperdício financeiro.
Afinal, os auditores encontraram com um paradoxo: enquanto o dinheiro público fica parado em prateleiras com remédios vencidos, 73% das farmácias fiscalizadas enfrentam desabastecimento de itens vitais, como psicofármacos e remédios para diabetes.




