Fraudes
cibernéticas continuam a atingir em larga escala empresas de todo o mundo. É o
que revela o Relatório Global de Fraude & Risco 2017/2018 da Kroll, líder mundial em gestão de
riscos e investigações corporativas, baseado nas informações
fornecidas por 540 executivos de todos os continentes. 86% dos participantes
afirmam ter enfrentado uma situação desta natureza, contra 85% em 2016, o que
aponta que, apesar da maioria contar com medidas de conscientização dos
usuários e diversos controles de segurança implementados, o alto índice
permanece estável.
A infecção
por códigos maliciosos foi o tipo de incidente mais frequente (36%), seguido de
perto por phishing
via e-mail (33%) e violação ou perda de dados de funcionários, clientes e
segredos industriais (27%). Não por acaso, pela primeira vez em 10 anos o
ranking geral da Kroll para todos os tipos de fraudes apresenta o ataque, perda
ou roubo de informações sigilosas como o principal problema enfrentado. A
incidência chegou a 29%, no ano em que ameaças como o WannaCry bloquearam
computadores em dezenas de países, com prejuízos de bilhões de dólares e
colocou a discussão sobre investimentos em segurança digital na agenda da alta
administração. Este ano o relatório prevê que até 2020 os gastos com segurança
cibernética devem ultrapassar US$ 170 bilhões, mais que o dobro investido em
2017.
As situações
não se limitam aos domínios digitais: 21% relataram o roubo de dispositivos de
trabalho – como notebooks, pen drives ou celulares – que continham conteúdo
confidencial sem a devida proteção. Apesar de ser um dos poucos grupos que foi
menos citado que no ano anterior, ainda representa uma ameaça importante.
Software e
sites vulneráveis foram os pontos mais explorados pelos malfeitores para
conseguir o acesso, com 25% e 21% dos casos respectivamente. As fraudes foram
perpetradas por cibercriminosos (34%), ex-funcionários (28%) e concorrentes
(23%).




