
Otavio Frias Filho, diretor de redação da Folha de S. Paulo, morreu nesta segunda-feira (20) aos 61 anos. Ele lutava contra um câncer no pâncreas desde o início do ano quando passou por uma cirurgia para remoção do tumor e começou a tomar medicamento quimioterápico. Idealizador de algumas das mais importantes mudanças já realizadas no jornal, dedicou a vida ao ofício do jornalismo – segundo ele, nosso “mal necessário”.
Tudo começou em 1962 quando seu pai, o empresário Octavio Frias de Oliveira, comprou a empresa que editava a Folha. Sua atuação, no entanto, iniciou-se de fato em 1975 escrevendo editoriais e assessorando Cláudio Abramo, o então diretor. Foi nessa época que os três, juntos, começaram a pensar em uma reforma editorial que acompanhasse os rumos do país. Afinal, o fim do regime militar e o início da abertura política se aproximavam.
Encabeçada por Otavio, a Folha passou a dar voz à sociedade civil e apoiou a campanha pelas “Diretas Já” em 1983. No ano seguinte, ele assumiu a direção e colocou o jornal “de cabeça para baixo”. Uma de suas primeiras medidas foi criar o Projeto Folha, determinando um conjunto de diretrizes que traduziam as linhas do veículo.




