A força-tarefa do Ministério Público de Goiás criada para investigar os casos de abuso sexual que teriam sido cometidos por João Teixeira de Faria, conhecido com médium João de Deus, recebeu nesta segunda-feira (10), dentro de um período de 7 horas, 40 contatos formais de mulheres que afirmam ter sido vítimas de abuso sexual. O MP e a Polícia Civil de Goiás começaram a agendar os depoimentos.
No fim de semana já haviam sido registrados dois boletins de ocorrência contra o líder religioso, que faz seus atendimentos na cidade goiana de Abadiânia.
As conversas informais ouvidas até o momento pelo Ministério Público de Goiás indicam que a investigação terá como ponto central o abuso sexual. Mas, além disso, será avaliada também a prática de outros crimes. Nem Ministério Público nem Polícia Civil informaram quais seriam os demais delitos.
As duas instituições se preparam também para a possibilidade de pedir o fechamento preventivo da Casa Dom Inácio de Loyola, onde os atendimentos são realizados. “Temos ainda que avaliar os depoimentos que forem formalizados. Dependendo do que for constatado, essa hipótese não está descartada”, afirmou o coordenador do Centro de Apoio Operacional Criminal do Ministério Público de Goiás, Luciano Meireles. A medida seria tomada para evitar a eventual prática de novos delitos.




