Devido a grande repercussão sobre o tema, a Diretoria de Análise de Políticas Públicas da Fundação Getulio Vargas (FGV DAPP) traz dados atualizados sobre a violência homofóbica no Brasil. Conhecido como Dia Internacional de Combate à Homofobia, Bifobia e Transfobia, o dia 17 de maio faz emergir algumas questões centrais para o debate público sobre preconceito e violência contra essa população no Brasil. Crimes contra pessoas LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais) são recorrentes no Brasil, ainda que tenham se observado, nos últimos anos, avanços quanto à participação desses atores na agenda pública e ao estabelecimento de diferentes mecanismos para o combate de crimes de ódio. Nesse sentido, a FGV DAPP busca abordar o tema nesta publicação a partir de dados compilados pelo canal Disque 100 sobre violência homofóbica.
Elaborado pelo Ministério dos Direitos Humanos (MDH), o Disque 100 é um instrumento oficial produtor de informações que podem impulsionar a formulação de políticas públicas e programas para o enfrentamento ao preconceito e à discriminação contra LGBT. O gráfico a seguir mostra a evolução temporal no número de denúncias relacionadas à população LGBT no Brasil, entre os anos de 2011 a 2018, a partir da plataforma. Nota-se que entre os anos de 2012 a 2014 e também no período de 2017 a 2018 há uma sensível queda no número das denúncias, houve uma queda de 66,6% e 67,4%, o que pode estar vinculado com o crescimento de campanhas contra o preconceito, a homofobia e o discurso de ódio.




