A jovem Talita de Souza Reis, 18 anos, poderia ser uma adolescente
como qualquer outra, cheia de sonhos, planos e disposição se não fosse por um
detalhe: para respirar, ela precisa da ajuda de um aparelho.
Segundo sua mãe, a técnica de enfermagem Rosângela Souza, 49 anos,
a filha nasceu com uma má formação congênita no coração, precisando de cuidados
intensivos desde o seu nascimento.
Ainda recém-nascida, Talita foi submetida a uma cirurgia no HC de
Ribeirão Preto, cidade em que continua fazendo tratamento até hoje. “Minha
filha já passou por três cateterismos. Por conta do problema, ela se cansava
com muita facilidade com coisas simples. Quando foi feita uma gasometria arterial,
ficou constatado um percentual muito elevado de saturação, que é o nível de
oxigenação no sangue por conta da respiração. Aos 14 anos, o médico que a
acompanha disse que não havia mais o que pudesse se feito no caso dela além de
continuar com a medicação e passar a fazer uso do aparelho concentrador de
oxigênio”, diz.
Este aparelho ajuda a manter os níveis de oxigenação dos tecidos e
corrige alguns problemas, reduzindo a sobrecarga cardiopulmonar.




