
Em 25 de novembro de 2014 foi instalado no Fórum Trabalhista de Franca o primeiro Juizado Especial da Infância e da Adolescência (JEIA), uma iniciativa do Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região, como parte do Programa Nacional de Combate ao Trabalho Infantil e de Estímulo à Aprendizagem, para analisar, conciliar e julgar todos os processos envolvendo trabalhador com idade inferior a 18 anos, incluindo os pedidos de autorização para trabalho de crianças e adolescentes, as ações civis públicas e coletivas e as autorizações para fiscalização de trabalho infantil doméstico.
Sob coordenação da diretora do Fórum Trabalhista de Franca e juíza titular da 2ª Vara do Trabalho, Eliana dos Santos Alves Nogueira, o JEIA local recebeu e negou 80 pedidos de autorização para trabalho infantil em apenas três meses de funcionamento, promovendo ainda o encaminhamento das crianças e dos adolescentes para cursos de capacitação, primeiramente no SENAC e no Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE). Aqueles em grave situação de vulnerabilidade social foram contemplados com bolsas custeadas por verbas oriundas de Termos de Ajustamento de Conduta (TAC) firmados entre empresas e o Ministério Público do Trabalho (MPT). No curso, os adolescentes aprenderam sobre o mundo do trabalho, receberam instruções sobre entrevistas de emprego, postura, importância do trabalho em equipe, noções de saúde e segurança, entre outros. A experiência do JEIA local se tornou referência para os outros nove juizados que foram criados posteriormente pelo TRT-15 em sua jurisdição.
Passados cinco anos, o JEIA de Franca tem muitos motivos para comemorar. A unidade, como todos os JEIAs do TRT-15, passou a integrar a rede prioritária de proteção da criança e do adolescente do município, contribuindo para o desenvolvimento de ações compartilhadas de combate ao trabalho infantil, especialmente na indústria de calçados. “Quanto aos cursos de preparação para o mercado de trabalho, o JEIA continua com o projeto que atende preferencialmente jovens indicados pelos CREAS e oriundos de situação de trabalho infantil. Atualmente o curso se desenvolve três vezes por semana, dura cinco meses e a bolsa é de R$ 300,00 por mês, a fim de atendermos o maior número possível de adolescentes. O curso é ofertado pelo SENAC de modo gratuito aos adolescentes”, explica a juíza Eliana Nogueira.




