
Diversos serviços públicos que eram oferecidos para população presencialmente, precisaram se adaptar com as medidas de contenção para disseminação da Covid-19.
Para facilitar os processos durante a pandemia, as pessoas já podem registrar casamentos, fazer escritura de imóveis e tirar segunda via de documentos pela internet, entre eles, certidões de nascimento, de óbito, negativa de bens e de casamento.
Outro esforço para facilitar ainda mais a vida nesses tempos de pandemia são as versões digitais do CRLV, Certificado de Registro e Licenciamento de Veículo, e do CDT, Carteira Digital de Trânsito, entre outros.
Dados de uma pesquisa feita pela Softplan, companhia especializada em soluções de digitalização, apontam que 6 em cada 10 brasileiros que usufruíram desses serviços digitais públicos não ficaram satisfeitos com a experiência.
O levantamento foi feito em maio deste ano, de forma remota nas cinco regiões do país, ouvindo cerca de 200 pessoas.
A região com maior insatisfação é a Norte, com 80% dos entrevistados respondendo positivamente ao modelo de serviço.
Na análise da equipe de pesquisadores da Softplan, esse alto percentual de desagrado pode ter relação com o baixo desenvolvimento da tecnologia nessa região.
Segundo a mais recente Pesquisa Tecnologia da Informação e Comunicação do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), referente a 2018, pouco mais da metade dos lares na região Norte (53,4%) conta com banda larga fixa, enquanto nas demais regiões essa proporção variou entre 74,7% e 78,5%.
As regiões Sul e Sudeste são as que têm uma parcela maior de pessoas satisfeitas com os serviços, somando 31% e 32% do entrevistados, respectivamente.
Serviços para melhorar
Ao questionar os entrevistados sobre quais áreas deveria haver melhora da oferta de serviços públicos digitais, 44% das respostas apontam que as pessoas gostariam de fossem priorizadas as digitalizações do agendamento de consultas médicas. A emissão de documentos vem logo em seguida, com 30% das respostas.
Para a maior parte dos respondentes também deveria ser priorizada a transformação digital dos serviços que oferecem benefícios diretos à população, como evitar que tenham de se deslocar para solicitar atendimento e obterem mais agilidade no acesso a serviços.
Já questões como maior transparência do órgão e economia de recursos públicos proporcionada pelos serviços digitais ficaram nas últimas posições no ranking de prioridades dos entrevistados.
*Jornal Contábil
Fonte: Valor Investe



