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Alunas de Etec de Franca produzem biocombustível com restos de couro

O projeto será um dos 210 trabalhos inovadores de alunos de Etecs e Fatecs na Fetesp ainda nesse mês

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Uma pesquisa elaborada por três alunas da Escola Técnica Estadual (Etec) Professor Carmelino Corrêa Júnior, de Franca, encontrou uma fórmula química capaz de produzir biocombustível a partir da extração do óleo presente nos retalhos descartados pelos curtumes e fábricas de calçados.

O projeto das estudantes Nicolly Maria Reis Neves e Victória Carolina Nascimento, do curso técnico de Agropecuária Integrado ao Ensino Médio, e de Joyce Carolina de Sousa Barreto, recém-formada técnica em Meio Ambiente, será um dos 210 trabalhos inovadores de alunos de Etecs e Faculdades de Tecnologia do Estado (Fatecs), além de outras instituições públicas nacionais e internacionais, que serão apresentados na Feira Tecnológica do Centro Paula Souza (Feteps), nos dias 19, 20 e 21 de outubro, no Centro de Eventos Pro Magno, na zona norte da Capital. 

Ao lado da professora Joana D’Arc Félix de Sousa, as jovens trabalharam durante um ano fazendo testes em laboratório e chegaram a um resultado comprovado de biocombustível 100% puro. “A próxima etapa será patentear a fórmula e disponibilizá-la no mercado como alternativa de geração de renda para o setor”, afirma Joyce.

A estudante explica que, além dos ganhos ambientais, a descoberta poderá significar uma oportunidade de negócio. Segundo o cálculo das alunas, a um custo operacional de 80 centavos por litro será possível produzir, em média, um litro de biocombustível a cada cinco quilos de retalhos de couro. “A indústria da região gasta R$ 250 de taxa por tonelada de resíduo descartado no aterro sanitário e mais os gastos com transporte. Com o reaproveitamento desse material, a ideia será reverter o prejuízo em lucro”, destaca.

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O trabalho também definiu processos que permitem reaproveitar o corante aplicado no couro e transformar o restante dos resíduos em fertilizantes orgânicos enriquecidos com nutrientes minerais. 

“A pesquisa das alunas comprova a tese de que nada se perde na natureza. É possível poupar recursos naturais e conciliar métodos de proteção ambiental, justiça social e eficiência econômica, tornando o setor coureiro-calçadista mais competitivo e sustentável”, ressalta a professora Joana Félix.

Cesar Colleti

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