O vazamento de dados envolvendo o
Facebook e a empresa britânica Cambridge Analytica pôs em evidência a
necessidade de proteção de dados pessoais. Em atividades cotidianas, como
entrar em um prédio, quando se exigem digitais, ou usar as redes sociais,
quando se expressam opiniões e preferências, informações sobre as pessoas
são coletadas para usos diversos, muitos dos quais podem provocar prejuízos aos
indivíduos.
Na maioria das economias mais ricas,
existe legislação disciplinando o tema. A Europa aprovou uma regulação que
entrará em vigor em maio deste ano. Entre as maiores economias, Estados Unidos
e China são a exceção, assim como o Brasil. Países latino-americanos também têm
marcos legais similares, como Argentina, Uruguai, Colômbia e Peru.
Tramitam atualmente no Congresso
Nacional duas propostas que podem alterar este cenário.
Na última terça-feira, 17 de abril, o
Senado abriu o plenário para debater o Projeto 330, de 2013, em análise na
Comissão de Assuntos Econômicos (CAE). Houve consenso entre representantes do
governo e de diferentes setores sociais quanto à necessidade urgente de norma
legal sobre coleta e tratamento de dados e divergência quanto às regras que
devem constar da lei.




