Além do crescente número de
fones de ouvido Bluetooth, o conector USB-C aparece como aposta em celulares,
como os Google Pixel 2, Galaxy S9, e Moto Z.
O plugue de 3,5 mm – ou P2 –,
ainda presente na maioria dos dispositivos com reprodução de áudio disponíveis
no mercado, vem perdendo seu espaço.
Cada vez mais smartphones têm suporte ao USB-C, e a
tendência é que o mercado de headphone acompanhe.
No caso da conexão P2, a
conversão do áudio digital para o analógico é feita pelo aparelho, que já envia
o áudio na forma analógica para o fone de ouvido ou outro dispositivo de
reprodução. Já o padrão USB-C pode transmitir tanto áudio analógico quanto
digital. Nesse último caso, o próprio dispositivo de som converte o arquivo
para analógico, o que exige energia – também transferida pelo USB-C. Um fone de
ouvido com essa capacidade de conversão é chamado de ativo.
Existem também dispositivos com cabo USB-C que são
passivos e não realizam a conversão, devendo então receber o áudio já
analógico. Nesse caso, o celular precisa ter suporte ao “modo acessório de
áudio” – o que nem sempre acontece.
O Pixel 2 e o HTC U11, por
exemplo, não têm a função. Já alguns modelos da Motorola permitem o uso de
acessórios passivos.
Vantagens
O USB-C não necessariamente significa melhor qualidade, mas
há benefícios, como o suporte a diversas funcionalidades. Um exemplo é o USB
Power Delivery, com suporte ao Dual Role Power, que garante carregamento rápido
e simultâneo para outro dispositivo conectado.
Além disso, se esse padrão para áudio tomar de vez o lugar do P2, os smartphones ganham espaço interno com a retirada do conector de 3.5 mm. As baterias podem aumentar ou componentes com novas funções podem ser inseridos, por exemplo.



