Bancas de pesponto mantêm viva a tradição econômica de Franca – foto Aurélio Sal/EPTV
“Só a cola não segura. Passa a cola pra unir as peças e o pesponto é pra não desmanchar.” Na explicação prática de José Rubens de Lima Martins, a atividade que ele exerce nada mais é que uma aplicação da costura, mas no manuseio do couro.
Para a história econômica e social de Franca, a tarefa manual do pespontador é a base de uma tradição bicentenária do calçado, que ainda resiste ao tempo, mesmo com as novas tecnologias e diante de uma baixa valorização na cadeia produtiva.
Em 200 anos de história, Franca consolidou-se como a capital nacional do calçado masculino, um setor que surgiu graças a uma combinação de fatores como a habilidade artesanal de imigrantes italianos e a crise do café, com a quebra da Bolsa de Nova York, em 1929, em meio a momentos de auge e queda, como a expansão das exportações, nos anos 1970, e a baixa nas vendas internacionais diante da concorrência com o mercado asiático.




