Uma pesquisa divulgada no terceiro trimestre de 2017 pelo Instituto Brasileiro do Cobre (Procobre) mostrou que em 2016, 599 pessoas morreram vítimas de choques elétricos em todo o País. Desses, 171 foram acidentes domésticos. O órgão admite, no entanto, que o número pode ser ainda maior, uma vez que não há dados oficiais sobre óbitos por acidentes elétricos no Brasil.
No último mês de novembro, a CPFL (Companhia Paulista de Força e Luz), que atende 234 municípios do interior de São Paulo, realizou algumas ações preventivas em cidades da região de Franca para alertar a população sobre os riscos de choques elétricos e acidentes que podem ser fatais.
Orientações sobre o risco de empinar pipas próximo da fiação elétrica, do uso de cabos energizados para pendurar enfeites durantes datas comemorativas, principalmente na época de Natal e Ano Novo, das ligações elétricas clandestinas ou sem conhecimento, além de orientar e dar dicas para profissionais liberais e autônomos, como pintores, calheiros, colocadores de painéis, eletricistas particulares e trabalhadores da área rural, foram feitas pela equipe especializada.
Outro fator determinante para evitar acidentes elétricos diz respeito às condições das instalações elétricas, principalmente as residenciais. No Brasil, as instalações elétricas devem ser construídas, reformadas, verificadas e consertadas com base nas normas técnicas publicadas pela ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas, como por exemplo, as normas ABNT NBR 5410/2004 – Instalações Elétricas em Baixa Tensão, ou ABNT NBR 14039/2005 – Instalações Elétricas em Média Tensão. Contudo a realidade é que parte destas instalações, principalmente as prediais, não seguem as normas e podem oferecer riscos aos seus usuários.




