
Antenor (nome fictício) trabalha na Empresa São José há dez anos como cobrador. Ele afirma que todos os dias, ao sair de casa para realizar sua jornada, pensa em parar e mudar de profissão. Isso porque, para ele, cobrador de ônibus hoje, em Franca, representa uma profissão de alto risco e elevado estresse.
O problema mais corriqueiro na vida dos cobradores e também motoristas é o risco de assaltos. Não raro, marginais invadem os ônibus armados em busca de dinheiro fácil, já que não há qualquer tipo de proteção nos veículos, que são de utilização pública.
“Entra jovem e até menino, criança mesmo, dentro dos ônibus ameaçando e exigindo dinheiro. E vamos reclamar para quem? Não tem como a empresa pedir uma viatura ao lado de cada ônibus e ficamos à mercê da própria sorte”, disse. Bairros como Leporace e Aeroporto estariam entre as linhas tido como mais perigosas para este tipo de crime.




