
Toda criança e adolescente têm o direito de ser feliz, mas nem todas conseguem. No caso daquelas atendidas pelo IJEPAM – Instituto “José Edison de Paula Marques”, a situação é ainda mais complicada: eles têm histórias de vida marcadas pela violência e pelo abandono. Por isso, todas elas são encaminhadas por determinação legal.
Esse trabalho é possível desde maio de 2013, após convênio entre o IJEPAM e a Prefeitura de Franca, para a operacionalização do Serviço de Acolhimento Institucional para Crianças e Adolescentes. É um Serviço de Acolhimento provisório oferecido em unidades residenciais, nas quais pelo menos uma pessoa ou casal trabalha como educador/cuidador residente – em uma casa que não é a sua – prestando cuidados a um grupo de crianças e adolescentes afastados do convívio familiar por meio de medida protetiva de abrigo, em função de abandono ou cujas famílias ou responsáveis encontrem-se temporariamente impossibilitados de cumprir sua função de cuidado e proteção, até que seja viabilizado o retorno ao convívio com a família de origem ou, na sua impossibilidade, encaminhamento para família substituta.
Em Franca, o IJEPAM mantém nove casas-lares distribuídas pela cidade, onde um educador/cuidador residente – em uma casa que não é a sua – presta cuidados a um grupo de crianças e adolescentes. “É uma casa como a sua, localizada em um bairro da cidade, onde moram meninos e meninas, crianças e adolescentes, com idades de zero a 17 anos e 11 meses, cuidados por uma educadora social. Eles frequentam a escola e atividades na comunidade, não estão presos, nem de castigo, e ainda realizam passeios e têm uma vida social, mas também colaboram com a rotina da casa”, explica a psicóloga e gestora do Serviço de Acolhimento IJEPAM – Casas Lares, Daniela Leal Ramos.




