A paralisação dos caminhoneiros iniciada no último dia 9 no Paraná e com focos também em algumas partes do Estado de São Paulo, já começa a ameaçar outras localidades de desabastecimento. É o caso de Franca, onde proprietários de supermercados já trabalham com a possibilidade de atraso no recebimento de produtos vindos do Sul, especialmente o arroz.
Dono de um minimercado, Renato Nereu disse que um representante que o atende e vende diversos produtos alimentícios já adiantou que quem não tem estoque poderá ficar sem arroz. “Ele falou que deve chegar mais de uma semana depois do prazo que normalmente me entrega. Eu não sei se vou comprar por aqui, porque a diferença de preços é grande demais”, disse.
Para evitar que a paralisação ganhe mais corpo, o Governo Federal estipulou multa de R$ 1,9 mil para quem bloquear rodovias, chegando a R$ 5,7 mil em caso de reincidência.
Além disso, os grevistas que forem autuados não poderão receber créditos para comprar novos veículos ou trocar os seus por 10 anos. “Eu só tenho medo de eles multarem quem não participa da greve. Concordo que os preços de combustível e pedágio nos prejudicam, mas trabalho por conta e não posso parar”, disse Matheus Gama, francano que trabalha há 10 anos no transporte de cargas.
Para o presidente do Sindicato dos Motoristas de Franca, Geraldinho Xavier, o risco de faltar alimentos não existe. “Essas punições do governo estão inibindo as ações dos caminhoneiros. Não acredito em desabastecimento”, destaca o sindicalista.



