
Há 20 anos, ter um telefone residencial significava mais do que o acesso a um serviço. Era um símbolo de status. Além disso, ter uma linha telefônica era um investimento – naquele tempo não só as linhas podiam ser comercializadas por seus usuários como elas tinham preços diferenciados, dependendo da raridade do serviço em uma determinada área. Mas, nos últimos anos, os inúmeros benefícios proporcionados pelos celulares, como maior controle dos gastos, mobilidade e múltiplas tarefas, tem feito com que a tecnologia tome diversos espaços na vida dos francanos, inclusive o outrora reservado ao telefone fixo. Em Franca, não só cada vez mais gente opta por não ter telefone fixo em casa e concentra sua comunicação no celular como também o percentual de residências que utilizam a telefonia móvel já ultrapassou as que contam com telefone fixo.
Um estudo realizado ano passado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplica – Ipea, reforça isso, já que aponta para a crescente proporção de domicílios brasileiros sem telefonia fixa, hoje em 45,6%. O resultado da pesquisa “Sistema de Indicadores de Percepção Social – SIPS: Serviços de Telecomunicações” indica que a telefonia fixa vem sendo substituída pelo celular. Dos que não possuem telefone fixo no domicílio – quase dois terços, 59,4% substituíram o telefone fixo pelo celular. Segundo o Ipea, a telefonia fixa está presente em 54% dos domicílios brasileiros. Em Franca, são cerca de 78 mil linhas residenciais em funcionamento, divididas entre a Algar Telecom e a NET.




