Uma família em sofrimento com a perda de um ente querido ainda tem sua agonia maximizada ao ter de esperar quase 21 horas para que o corpo seja liberado para o velório.
Tal situação foi vivenciada em Franca pelos familiares do autônomo Júlio César Barreto, de 39 anos, assassinado a tiros na noite de quarta-feira, por volta de 20 horas, no Jardim Ângela Rosa. Prontamente atendido, Júlio César foi levado à Santa Casa, onde não resistiu.
Pouco tempo depois, o médico do hospital elaborou o atestado de óbito e liberou o corpo para o IML (Instituto Médico Legal) de Franca para exames periciais de praxe em mortes violentas. A partir daí, começou o calvário dos familiares e amigos da vítima.
Preocupados com a demora, eles procuraram informações no IML, mas só obtinham como resposta que a liberação não havia sido feita. Isso só ocorreu perto das cinco da tarde de ontem, ou seja, quase 21 horas após a morte do autônomo.
Funcionários do IML disseram, não oficialmente, que a demora está atrelada à falta de pessoal. A reportagem do Jornal da Franca enviou e-mail à Polícia Científica do Estado de São Paulo relatando o caso e pedindo explicações, mas ainda não houve retorno.



