A Diocese de Franca realizou um encontro para formação e capacitação de agentes para a Campanha da Fraternidade a ser realizada em 2016. Representantes de 43 paróquias de nossa região estiveram presentes no evento, que foi realizado em Claraval e contou com a participação de 100 pessoas, entre elas o vereador francano Luiz Vergara (PSB). “A ideia é que os presentes sejam multiplicadores no próximo ano da Campanha da Fraternidade em suas paróquias de 22 cidades de nossa região”, disse Vergara.
A Campanha da Fraternidade de 2016 será ecumênica: ou seja, reunirá outras igrejas cristãs além da Católica. Como nas três versões anteriores, a ação será coordenada pelo CONIC, que é composto a Igreja Católica Apostólica Romana, Igreja Episcopal Anglicana do Brasil, Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil, Igreja Sirian Ortodoxa de Antioquia e Igreja Presbiteriana Unida.
Uma das maiores novidades para esta 4ª edição é que ela contará com a participação da Misereor – entidade episcopal da Igreja Católica da Alemanha que trabalha na cooperação para o desenvolvimento na Ásia, África e América Latina.
O objetivo principal da iniciativa será chamar atenção para a questão do saneamento básico, com o tema “Casa comum, nossa responsabilidade”. O lema bíblico para apoiar esta escolha a baseia-se em Amós 5:24, que diz: “Quero ver o direito brotar como fonte e correr a justiça qual riacho que não seca”. Ambos, tema e lema, foram definidos em uma reunião realizada em São Paulo, entre os dias 4 e 6 de novembro, reunindo membros da Comissão da Campanha e representantes da Misereor.
“O objetivo geral da campanha será assegurar o direito ao saneamento básico para todas as pessoas e empenharmo-nos, à luz da fé, por políticas públicas e atitudes responsáveis que garantam a integridade e o futuro do planeta e das pessoas”, afirmou Vergara.
Já os objetivos específicos são:
1 – Unir as igrejas, diferentes expressões religiosas e pessoas de boa vontade na promoção da justiça e do direito ao saneamento básico;
2 – Estimular o conhecimento da realidade local em relação aos serviços de saneamento básico;
3 – Incentivar o consumo responsável dos dons da natureza, principalmente da água;
4 – Apoiar e incentivar os municípios para que elaborem e executem o seu Plano de Saneamento Básico;
5 – Acompanhar a elaboração e a excussão dos Planos Municipais de Saneamento Básico;
6 – Desenvolver a consciência de que políticas públicas na área de saneamento básico apenas tomar-se-ão realidade pelo trabalho e esforço em conjunto;
7 – Denunciar a privatização dos serviços de saneamento básico, pois eles devem ser política pública como obrigação do Estado;
8 – Desenvolver a compreensão da relação entre ecumenismo, fidelidade à proposta cristã e envolvimento com as necessidades humanas básicas.



