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Dirigir bêbado pode custar dinheiro, apreensão da CNH e ida para a cadeia

Polícia Rodoviária estará com centenas de bafômetro fiscalizando condições dos motoristas

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Embora os casos continuem a ser registrados pela polícia, uma das legislações levadas mais a sério no Brasil é a da Lei Seca. E não só por aqui, pois dirigir bêbado é crime em quase todos os países do mundo. A motivação para o rigor é que motoristas sob o efeito de álcool estão entre as maiores causas de acidentes do mundo.

Na prática, os exemplos são muitos. Dias atrás, um homem foi preso em Franca depois de dirigir por quilômetros em uma rodovia na contramão totalmente embriagado. Mas é um desrespeito à legislação que custa muito caro.

As punições começam na administrativa, na qual o motorista receberá uma multa de R$ 1.915,40 – que equivale a dez vezes o valor de uma multa gravíssima – perderá sete pontos na Carteira Nacional de Habilitação, documento que ficará suspenso por 12 meses. O morotista terá ainda que realizar um curso de reciclagem em uma autoescola.

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Tanto rigor não é à toa. O trânsito no Brasil mata muito, com registros superiores a 40 mil vítimas fatais por ano. Para o Superior Tribunal Federal, corte máxima do país, o simples fato de dirigir embriagado já bastaria para a configuração de crime, com prisão de dois a quatro anos. Isso não depende de ele ferir alguém, mas só o fato de transitar em ziguezague, sobir em um canteiro ou calçada, passar o sinal vermelho já é crime, pois oferece perigo concreto à segurança das pessoas.

O sapateiro MAC passou por essa situação. Foi flagrado em uma blitz dirigindo sob efeito de álcool. Havia bebido “oito ou nove” latas de cerveja e o policial ao abordá-lo já sentiu o cheiro de álcool. “Eu nem criei caso. Soprei no bafômetro e assumi meu erro. O delegado arbitrou fiança e não fui preso, mas o pior foi que eu mesmo entendi, na conversa com os PMs, o tanto que eu estava errado. Nunca mais farei isso”, disse o homem.

Cesar Colleti

O que acontece e como acontece em Franca e região