Nos últimos anos,
dados pessoais entraram no centro de disputas econômicas e políticas. Essas
informações passaram a ser chamadas de “o novo petróleo” e organizações
internacionais classificam como o principal insumo de uma “4ª revolução
industrial”.
Na política, as
denúncias de interferências em processos políticos e eleições por grandes
plataformas colocou em evidência o poder da coleta desses registros para
direcionar anúncios e mensagens.
Neste cenário, emerge uma disputa silenciosa entre as diversas
iniciativas de coleta de dados e as tentativas de se proteger dessa prática,
seja por meio de legislações seja por condutas cotidianas. Navegadores usados
em desktops e smartphones são um dos canais por meio dos quais cidadãos têm
sido monitorados.
O alerta foi dado por Veridiana Alimonti, representante da
entidade internacional Eletronic Frontier Foundation (EFF), na nona edição do
“Seminário sobre Proteção à Privacidade e aos Dados Pessoais”, evento promovido
pelo Comitê Gestor da Internet nesta semana em São Paulo e que reuniu
especialistas internacionais no tema.




