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“Eu amo o caminhão do lixo assim como eu amo minha família”, desabafou Wilson Oliveira, 38, sobre a sensação de trabalhar há doze anos com limpeza urbana, em São Joaquim da Barra, interior de São Paulo.
Ele ganhou popularidade nas redes sociais depois de postar uma foto pedindo aos cidadãos mais bom senso no descarte do lixo há um ano. No entanto, o tempo passou e a situação não mudou. Em maio deste ano, depois de se machucar diversas vezes, o ex-gari foi perfurado por uma agulha que lhe deixou paralisado na cama por dez dias.
“Achei que eu tinha perdido meu braço. Chorei muito e desanimei depois daquilo, porque muitos brasileiros ainda não entendem o perigo disso”, recorda. “Tenho a impressão de que trabalhar, às vezes, é correr o risco de morrer por causa de pessoas inconscientes”.




