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Henry Borel: Como polícia teve acesso a mensagens de WhatsApp apagadas por casal

Como polícia teve acesso a mensagens de WhatsApp apagadas por casal se o aplicativo diz que nem ele mesmo pode ter acesso às mensagens

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Segundo fabricante israelense, nenhum aplicativo garante criptografia de ponta a ponta

Após mais de um mês, a morte do garoto Henry Borel Medeiros, de 4 anos, continua a chocar o país, mesmo cercada de contradições e perguntas não respondidas.

Um dos principais caminhos nesta busca por respostas é um sofisticado programa de computador israelense, que permitiu à polícia do Rio de Janeiro desbloquear aparelhos e resgatar mensagens de texto e imagens que teriam sido apagadas dos celulares do vereador Dr. Jairinho e de namorada, Monique Medeiros, mãe de Henry.

O software, chamado Cellebrite Premium, tem uso restrito para autoridades e já foi usado no Brasil em investigações importantes como a operação Lava Jato e os assassinatos da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, em março de 2018.

O que é o Cellebrite Premium?

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Segundo os fabricantes, o programa seria o “único disponível no mercado a permitir recuperar senhas, fazer desbloqueios e realizar uma extração completa de arquivos de celulares da Apple”.

O sistema também funciona com aparelhos Android e é capaz de acessar conteúdo guardado em aplicativos de outras empresas: Facebook, WhatsApp, Telegram e “muitos outros”.

“Com Cellebrite Premium você pode burlar bloqueios e fazer uma extração física em diversos aparelhos”, diz a companhia.

A lista de funções impressiona e põe em xeque o discurso de total privacidade por meio de dados encriptados que frequentemente é citado por diversas empresas de tecnologia.

“Acessando aplicativos de terceiros, senhas salvas e tolkens, conversas de bate papo, dados sobre localização, anexos de e-mails, registros de sistemas, bem como conteúdo apagado, o serviço aumenta as suas chances de encontrar provas incriminatórias”, diz a Cellebrite.

A companhia se apresenta como uma empresa de soluções forenses, “que ajuda agências de segurança em todo o mundo a acessar dados de centenas de dispositivos”.

“Recupere e examine evidências que você poderá apresentar em tribunais”, diz o fabricante.