quinta-feira, 18 jun 2026 ☀ Franca/SP 22°C
DólarR$ 5,18▲ 0,0%
EuroR$ 5,98▲ 0,0%
Selic14,50%▲ 0,0%
BitcoinR$ 326 mil▲ 0,0%

Invenção: sensor de pimenta ligado ao celular pode dizer se a comida vai arder

​Algumas pessoas adoram pimenta. Já outras se esforçam para evitar a ardência da capsaicina

Compartilhar
Invenção: sensor de pimenta ligado ao celular pode dizer se a comida vai arder
​Algumas pessoas adoram pimenta. Já outras se esforçam para evitar a ardência da capsaicina

Algumas pessoas adoram pimenta – quanto mais picante a comida, melhor. 

Já outras se esforçam para evitar a ardência da capsaicina, o composto que dá o sabor característico da pimenta.

Em ambos os casos, pode ser interessante saber de antemão o quanto uma determinada comida vai arder.

Continua depois da publicidade

E isso agora pode ser facilmente feito com um sensor conectado ao celular.

Asamee Soleh e seus colegas da Universidade Príncipe de Songkla, na Tailândia, usaram grafeno para criar um sensor que, juntamente com um aplicativo no celular, detecta o teor de capsaicina em pimentas ou mesmo em amostras de alimentos – grafeno é uma folha de carbono com apenas um átomo de espessura.

Já existem outros métodos para detectar o quanto uma pimenta arde, mas nenhum tão portátil – na verdade, todos os métodos disponíveis até agora são complicados, demorados e exigem instrumentos grandes e caros.

Sensor eletroquímico​

O sensor eletroquímico de pimenta é do tipo mais barato possível, baseado em papel, ao qual são adicionadas nanoplacas de grafeno dopadas com átomos de nitrogênio para melhorar a condutividade elétrica.

Ao atingir o sensor, a capsaicina sofre reações de oxidação e redução, produzindo uma corrente elétrica que o dispositivo detecta. 

Se a amostra a ser medida estiver seca, ela pode ser diluída em etanol antes de ser pingada sobre a abertura do sensor, para melhorar a sensibilidade.

O sensor mediu com precisão concentrações de capsaicina entre 7,5 e 90 µM nas amostras normais, mas chegou a 0,37 µM nas amostras diluídas em etanol.

De olho no mercado, a equipe já encapsulou seu sensor em um conveniente formato de pimenta, e afirma que espera aplicar a mesma tecnologia para detectar outros tipos de substâncias nos alimentos.

*Informações Diário da Saúde